MATMOS

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TEATRO MARIA MATOS
22:00
no-cover
26 Out
Quarta
2016
Raoul, um famoso cantor, e Buddy, seu amigo e o maior pianista do mundo, são dois forasteiros em pleno midwest norte-americano, atuando no Perfect Lives Lounge enquanto decidem, com a ajuda de dois locais, perpetrar o maior assalto de sempre, roubando por um dia – e apenas por um dia! – o dinheiro dos cofres do banco da cidade. Esta é a imaginativa e surreal intriga principal de Perfect Lives, uma ópera em sete atos escrita entre 1978 e 83, descrita habitualmente como sendo uma das grandes obras de “texto musical” da segunda metade do século XX. Foi, e continua a ser, um marco audiovisual por ter sido composta para televisão, para o canal britânico Channel 4, fazendo parte de uma trilogia de óperas feita para esse suporte.
Falecido em março de 2014, Robert Ashley foi um dos mais brilhantes compositores norte-americanos, trabalhando habilmente voz, narração e eletrónica como poucos o fizeram dentro das regras operáticas, embora negasse habitualmente essa categorização por não explicar corretamente as suas intenções e ruturas. Observador atento dos comportamentos sociais, em especial à linguagem (incluindo a sua), os libretos são espelhos de uma realidade colorida e diversa, por vezes tragicamente mundana, tangencialmente pop, sempre experimental. Prestando um tributo começado, de modo tímido, quando nos visitaram em junho de 2015, os Matmos voltam a Perfect Lives para uma homenagem única e épica, propondo um ensemble de dez músicos e um videasta para recordar uma obra-prima absoluta e, assim, prestar justiça a um dos mais visionários compositores dos últimos 50 anos.
narrador, vídeo, guitarra, sintetizador: M.C. Schmidt
eletrónica: Drew Daniel
contrabaixo: Britton Powell
voz: Jennifer Kirby e Caroline Marcantoni
vídeo: Max Eilbacher
piano: Walker Teret
quarteto de cordas: músicos a definir
(texto: Teatro Maria Matos)

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