O músico Jorge Palma foi distinguido com o Prémio Carreira dos 8º PLAY – Prémios da Música Portuguesa, numa cerimónia no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na qual foram também premiados artistas como Mizzy Miles, Sara Correia, Napa e Calema.
O Prémio Carreira, decidido pela direção Audiogest, que gere e representa os direitos das editoras multinacionais, nacionais e independentes, que promove os PLAY, foi entregue a Jorge Palma pelo secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.
Visivelmente surpreendido, de cravo vermelho ao peito, Jorge Palma começou por agradecer a todos aqueles que ao longo da vida o têm ajudado, nomeadamente “aos profissionais do SNS que fazem tudo com os poucos meios que têm”.
O músico recordou que o atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, “há uns tempos disse que a cultura em Portugal é sistematicamente menosprezada, subvalorizada”. E defendeu: “Estou à espera que se faça de facto uma reforma eficaz para que as nossas forças não se gastem em vão”.
Jorge Palma apelou a que não se deixe que o 25 de Abril “se torne uma memória distante, uma imagem a desvanecer-se lá longe”.
Antes da entrega do prémio, Jorge Palma foi homenageado com uma atuação musical de Tim, Sérgio Godinho, Marisa Liz, Miguel Luz, Inês Marques Lucas e Vicente e Francisco Palma, os filhos do cantor, que cantaram “Canção de Lisboa”, “Dá-me lume”, “Bairro do Amor”, “Portugal, Portugal”, “Frágil” e “A gente vai continuar”.
Além do Prémio Carreira, foram entregues na 8ª cerimónia dos PLAY, que foi transmitida em direto em vários canais da RTP, de rádio, televisão e online, distinções em 14 categorias.
A cantora Carminho, a mais nomeada nesta edição, com três indicações, levou para casa um PLAY de Melhor Álbum de Fado com “Eu vou morrer de amor ou resistir”.
O PLAY de Melhor Álbum, para o qual o disco de Carminho também estava nomeado, foi entregue a Mizzy Miles, por “Fim do Nada”.
O Prémio da Crítica, cujo vencedor é escolhido por um painel de jornalistas da área da música, foi para os Mão Morta, por “Viva La Muerte!”.
Os Napa conquistaram o de Artista Revelação.
“Aperture”, do acordeonista João Barradas, venceu na categoria de Melhor Álbum de Jazz.
Na categoria de Melhor Videoclipe venceu “Moleirinha”, dos Karetus, Conan Osiris e Isabel Silvestre, com Vozes de Manhouce e Júlio Pereira, realizado por Gonçalo XZ.