O músico Salvador Sobral retirou todos os álbuns da plataforma de streaming Spotify consciente de que a decisão pode ser prejudicial para a sua carreira.
“Motivos sobram” para Salvador Sobral ter tomado uma decisão que muita gente o avisou para não tomar e que tem consciência poder ser “um tiro no pé” na carreira, visto que “noventa e muito por cento” dos seus ouvintes estão no Spotify. “Mas eu prefiro um tiro no pé da minha carreira do que um tiro na cabeça de uma pessoa indiretamente ligado à minha música”, afirmou, em declarações à agência Lusa.
Na base de tudo está o facto de a plataforma “mais popular, mais conhecida do mundo e com mais subscritores” ser “a que pior paga aos autores”.
O investimento feito pelo diretor executivo, e cofundador, da plataforma, Daniel Ek, na empresa europeia especializada em inteligência artificial de defesa Helsing e que, para o músico faz com que a música que lá está “esteja a financiar o negócio da morte”, foi outra das razões para decidir retirar os álbuns.
Ao investimento na Helsing, junta-se o facto de a plataforma ter passado anúncios de recrutamento do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, ouvidos por quem não subscreve o serviço de ‘streaming’.
A juntar a tudo isto há ainda as músicas criadas por Inteligência Artificial (IA).