A cantora e escritora norte-americana Patti Smith venceu o Prémio Princesa das Astúrias de 2026, anunciou hoje a Fundação Princesa das Astúrias, em Espanha.
O júri do prémio destacou, na ata de atribuição da distinção, a “impetuosa criatividade” de Patti Smith, “que liga o rock, a poesia simbolista e o espírito da contracultura com uma grande potência expressiva”.
“Intérprete de estilo vigoroso, plasmou a rebeldia do indivíduo na sociedade” nas suas canções, “algumas das quais já são ícones da música popular” contemporânea, lê-se na mesma ata.
O júri acrescentou que, como escritora, Patti Smith transmitiu “uma visão poética da vida”, aliada a um compromisso com uma “mensagem de esperança face às injustiças”, e destacou a “atitude inconformista e transgressora”, que é “exemplo para muitas artistas”, “comoveu ouvintes e leitores em todo o mundo” e “continua a inspirar as novas gerações”.
Os Prémios Princesa das Astúrias, atribuídos pela fundação com o mesmo nome, celebram em 2026 a 46ª edição e distinguem anualmente o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário” realizado por pessoas ou instituições a nível internacional.
O Prémio Princesa das Astúrias das Artes 2026 foi o primeiro deste ano anunciado pela fundação.