As autoridades do Reino Unido impediram Kanye West de entrar no país.
Um porta-voz do Ministério do Interior britânico, responsável por questões como a da imigração, afirmou à BBC que a presença do rapper no país “não seria útil ao interesse público”.
Kanye iria dar três concertos no festival Wireless, em Londres, no próximo mês de julho, que ficam assim sem efeito. Em resposta ao comunicado do Ministério do Interior, a organização do evento anunciou que este já não se realizará este ano, prometendo o reembolso de todos os bilhetes adquiridos entretanto.
Recorde-se que na segunda-feira, depois das críticas e da saída dos patrocinadores, Melvin Benn, promotor do Wireless, garantiu que o festival se realizaria. “Perdoar e dar uma segunda oportunidade às pessoas é cada vez mais uma virtude que se tem perdido neste mundo dividido”, afirmou então.
Desde 2022 que o rapper tem tecido vários comentários antissemitas; no ano passado, colocou à venda uma t-shirt com uma cruz suástica e editou uma canção intitulada “Heil Hitler”. Nesse mesmo período, foi impedido de entrar na Austrália.
No início de 2026, Kanye publicou, no “The Wall Street Journal”, um longo texto onde pedia desculpas públicas pelas suas declarações antissemitas e pelo seu comportamento ao longo dos últimos anos, atribuindo esse mesmo comportamento a resultado da sua doença bipolar.
O seu novo álbum, “Bully”, editado no final de março, chegou entretanto ao segundo lugar das tabelas de vendas nos Estados Unidos e ao terceiro lugar das tabelas do Reino Unido. O rapper tem concerto marcado para o dia 7 de agosto, no Estádio do Algarve, em Faro, um concerto organizado pela promotora Guest Stage, com o apoio dos municípios de Faro e Loulé, e do Turismo do Algarve.