Polémica “estala” na Berlinale

Polémica “estala” na Berlinale

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Quarta-feira, 18 Fevereiro 2026
Destaques

Mais de 80 profissionais do cinema, como os realizadores Miguel Gomes e Fernando Meirelles e a atriz Tilda Swinton, apelaram ao Festival de Berlim para que se oponha “ao genocídio” de Israel contra os palestinianos.

Numa carta aberta, atrizes, realizadores e outras personalidades (mais de 80) que já participaram no festival manifestaram-se “consternados com o envolvimento da ‘Berlinale‘ na censura de artistas que se opõem ao genocídio em curso de Israel contra os palestinianos em Gaza e com o papel fundamental do Estado alemão em possibilitá-lo”.

Os realizadores Mike Leigh, Patricia Mazuy e Avi Mograbi, o ator Brian Cox e a fotógrafa Nan Goldin também assinam a carta agora divulgada.

A carta foi tornada pública num momento em que decorre a 76ª edição do festival de Berlim, que começou debaixo de polémica pelas declarações do realizador alemão Wim Wenders, que preside ao júri, que considera que os cineastas não podem entrar verdadeiramente no domínio da política e que devem manter-se à margem.

“Discordamos de forma veemente da declaração” de Wim Wenders “de que o cinema é ‘o oposto da política’. Não é possível separar um do outro”, sublinharam os profissionais de cinema.

A 76ª edição do festival termina no dia 22 de fevereiro.